sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quero que saibas...


Quero que você saiba...
Enquanto houver estrelas no céu,
Enquanto o sol vier iluminar o dia,
Enquanto o tempo passar,
Eu estarei aqui!
Eu estarei ai!
Eu estarei... Onde você estiver!!
E, entenda que, mesmo que eu pareça estar longe,
essa ausência não existe no coração.
Porque, a distância, quem inventou foi o homem.
Mas, no coração, quem une é Deus!
Ananda Oliveira

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sem Palavras


Eu me lembro bem do dia em que as palavras sumiram da minha boca.
Meu coração falou por mim.
Por dentro, eu queria escrever milhões de coisas.
Mas, por fora, eu não conseguia agir.
Eu só olhava pra você e era tudo.
Era tudo o que eu conseguia ver e sentir.
Era o que eu queria ter. O que eu sempre sonhei...
Você estava ali, diante de mim.
E eu fiquei sem palavras, sem verbos, sem versos, sem rimas...
Eu só te olhava, te encontrava... E me perdia.

Ananda Oliveira

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Agir... ir...


Não há "porquê" ficar parado.
Não há necessidade de ficar com os braços cruzados
esperando o tempo passar ou dedos cruzados esperando pela sorte.
Diante da sua vida, diante do que você tem hoje, te falta alguma coisa?
Se sim, busque. Nada te impede. 
Siga. Viva.
O que ficou para trás precisa sim existir, mas apenas na memória.
Não devemos trazer para o presente restos de lembranças e tentar revivê-las...
São só lembranças.
O que virá precisa de tempo para vir.
Nada chega por inteiro, por completo, se não estiver no tempo certo de chegar.


Ananda Oliveira

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sonho... Sonhar


Sonhar é acreditar antes mesmo de acontecer.
Sonhar é se entregar à certeza do amanhecer.
Sonhar é querer ser... Querer estar.
E ansiosamente esperar.
Sonhar é ver a vida em uma arte.
Uma intocável arte!
Sonhar é correr em campos verdes com a pessoa amada
e recostar-se sob a sombra de um ipê, em plena primavera.
Sonhar é ganhar uma flor e vê-la se desfazer docemente enquanto tenta tocá-la.
Sonhar é parar em meio a uma tempestade e ter de quem ouvir:
"Tudo vai ficar bem!"...
Em tom harmonioso e suave, acompanhado de um abraço.
Sonhar é ter tudo isso, sem ter.
Sonhar é querer, acreditar e esperar...
E eu insisto em me sonhar contigo!
Ananda Oliveira

Loucura? Não. Avessos!


Tão longe estive que por pouco não perco o caminho de volta.
Tão alto voei. Sem confiança buscava um novo lugar para estar.
Quanto mais perto do céu, mais longe do chão. Sonhava procurando razão pra sonhar.
Meu grito não era de dor, era de amor.
Mas, no alto não tem caverna, não tem montanha e nem mesmo o eco me respondia.
Nem o eco. Nem ninguém.
Vazio. Ausência. Solidão. Desencontro.
Nada a fazer. Nada a dizer.
Eu já não me encontrava. Nem me deixava partir.
Eu, calada falava. Eu, chorando... Sorri!
Eu e o meu avesso...
Tão quieto e tão travesso.
Eu... Um tanto além. Um pouco aquém.
Divisão de partes. No fundo... Uma só parte.
Uma, parte só, e a outra, parte junto.
Pouco é pouco demais. Muito excede e transborda.
Sobra. Sobra pouco e falta.
Loucura?
- Avessos! Contrários! Contrastes.
Eu.
Eu voltando a ser o que eu nunca fui e o que eu nunca mais serei.

Ananda Oliveira

domingo, 26 de dezembro de 2010

Em Pedaços


Andava num lugar, como um salão de festas. Músicas ao fundo desse cenário e pessoas felizes.
Tudo estava em ordem. De repente, as pessoas começaram a se despedir, a música parou...
O salão emudeceu.
Eu fiquei só... Só e triste.
Eu permaneci por muito tempo a procurar alguma resposta... Alguém.
Mas, em vão. Não havia ninguém ali. Nada que me fizesse pensar em outra coisa, a não ser na solidão.
Era a minha realidade daquele momento, eu precisava me conformar.
Continuei a andar... Agora eu já sabia que, realmente, não havia ninguém.
Após alguns passos de pés descalços, senti como se algo os ferisse.
Ao olhar para o chão, encontrei alguns cacos de vidro. Um vidro fino e nobre. A única certeza de que não era diamante, era o simples fato de se encontrar em pedaços.
Eram como peças de um quebra-cabeça que não me parecia estranho.
Minha saída foi tentar juntar as peças e encontrar o que acabara de se quebrar.
Peça por peça e, pronto! Ali estava a minha maior surpresa. Bem diante dos meus olhos.
O meu coração em pedaços... E eu, me ferindo em seus cacos.

Ananda Oliveira